Narciso Ferreira

15/11/2009 por Eduardo Santos Carneiro

Narciso FerreiraNarciso Ferreira nasceu em Pedome, freguesia do concelho de Vila Nova de Famalicão, a 7 de Julho de 1862 e morreu a 23 de Março de 1933 (84). “Começou a trabalhar muito novo, vendendo fazendas pelas localidades circunvizinhas da sua terra natal. Um dia resolveu montar uma pequena fábrica manual de tecidos de algodão.
Os seus conhecimentos técnicos levaram-no a montar na margem do Ave a sua primeira fábrica mecânica, que pela grandeza e prosperidade atingida foi sucessivamente dotada de novas oficinas. O modesto comerciante tornou-se então no maior industrial português no ramo têxtil” (85).
“Já em 1902 Narciso Ferreira era um activo industrial e possuía a importante fábrica de fiação de Riba d’Ave da Firma Sampaio, Ferreira e Cª” (86).
Mais uma personagem Famalicense de renome nacional e internacional, sem dúvida um dos maiores industriais do nosso país, sendo o mais importante da indústria têxtil. Já no início do século XX era o maior industrial do Norte, segundo nos informa o jornal regional «Estrella do Minho». ” A importante fábrica de fiação e tecidos dos srs. Sampaio, Ferreira e Cª, em Riba de Ave, formando honrosamente ao lado das mais esperançosas empresas industriais do norte do país, é contudo a mais importante do Rio Ave e do nosso concelho… Tem cerca de 600 operários” (87).
Devo salientar que todas as empresas de Narciso Ferreira se situavam na zona de Riba de Ave, freguesia pertencente ao concelho de Vila Nova de Famalicão com muitas tradições no ramo da indústria têxtil, assim como Santo Tirso e Guimarães.
É referenciado várias vezes no jornal local onde se lê noticias sobre compras de mais terrenos para a construção de fábricas, bem como a compra de quedas de água no Rio Ave, onde Narciso Ferreira fazia as suas mini-hidrícas para obter a electricidade necessária para o funcionamento das suas fábricas, ainda hoje se podem ver as belas mini-barragens do rio Ave, Tanto em Riba d’Ave como em Bairro, freguesias do concelho de Famalicão.
Narciso Ferreira para além de ter sido um grande benemérito na sua terra, Riba de Ave e freguesias vizinhas, todas do concelho de Famalicão.”Foi notável a sua acção beneficente construindo o hospital de Riba de Ave…
Construiu cinco grandes bairros operários, uma creche, um quartel para a Guarda Nacional, fundou escolas em várias localidades” (88).
“Daqui se infere que às fábricas de Riba d’Ave e Caniços se deve um factor importantíssimo para a economia do nosso concelho de Famalicão” (89).
“O governo, reconhecendo os altos serviços prestados por Narciso Ferreira às indústrias e seus actos de generosidade, galardoou-o com a grã-cruz das Ordens de Mérito Industrial e Benemerência.*
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(83) Aurélio Fernando – Riba de Ave em Terras de Entre Ambas as Aves, Riba de Ave , Ext. Delfim Ferreira, 1994, vol II, p 15.
(85) Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira – Lisboa, Ed. Enciclopédia Lda., s/d, vol 11, p. 177
(86)in Estrella do Minho-Famalicão,12/Out/1902,”Narciso Ferreira”.
(87)Idem, … 5/Fev./1905, “Fábrica de Riba d’Ave”, p.1.
(88)Grande enciclopédia Portuguesa e Brasileira-Lisboa, Ed. Enciclopédia Lda., s/d, Vol 11, p. 177.
(89)in Estrella do Minho-Famalicão,17/Mar/1907,”Narciso Ferreira”.
(*)CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos (1997) -”Actividades Sócio-Culturais, Comerciais e Personalidades de Vila Nova de Famalicão no Início do Século XX”, Boletim Cultural nº 14, C.M.F., V. N. Famalicão.

ecfamalic – famalicão

Esmeriz, Vila Nova de Famalicão – Portugal

08/06/2009 por Eduardo Santos Carneiro

Brasão de Pereira

Brasão de Pereira

A Honra de Pereira, Esmeriz – História
Rui Gonçalves Pereira, nascido por volta do ano de 1205, teria sido provavelmente o primeiro Senhor da Honra de Pereira em Esmeriz. Documentos de 1285, já referem Pedro Rodrigues Pereira, como sendo Senhor da Honra de Pereira – S.Pedro de Esmeriz… A Quinta de Pereira em Esmeriz, pertenceu também a D. Pedro Afonso(…), que casou com Dª Beatriz Pereira, no ano de 1401, ela, Dª Beatriz era filha de D. Nuno Álvares Pereira e, como dote pelo seu casamento com o infante, receberia as terras de Barroso e Barcelos, a que se juntavam outros coutos e honras de Entre-Douro-e-Minho e de Trás-os-Montes, bens que se vinham acrescentar às doações de D. João I a seu filho, sobretudo os julgados de Viana, Faria e Vermoim, julgado este ao qual ESMERIZ pertencia…*
As Armas da Freguesia – Escudo de prata, uma barra ondeada de azul e prata de três tiras acompanhada de uma roda de azenha de vermelho e de uma anta arqueológica de negro, realçada de prata. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas
*CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos (1997) -”Actividades Sócio-Culturais, Comerciais e Personalidades de V. N. Famalicão no início do século XX”, CM V.N.F., V. N. Famalicão.

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Homenagem a D. Nuno Álvares Pereira

22/04/2009 por Eduardo Santos Carneiro

D. Nuno Álvares Pereira – o Santo Condestável, Nuno de Santa Maria, ou simplesmente Nun’Álvares, nasceu em Cernache do Bonjardim no dia 24 de Junho 1360 e faleceu a 1 de Novembro 1431. Foi um general português do século XIV que desempenhou um papel fundamental na crise de 1383-1385, onde Portugal defendeu a sua independência contra Castela. Nuno Álvares Pereira foi também conde de Barcelos.
Apenas como exemplo, possuía em Esmeriz, Vila Nova de Famalicão a Honra de Pereira a qual doou à sua filha, Dª Beatriz Pereira, pelo seu casamento com o infante D. Pedro Afonso…
D. Nuno Álvares Pereira, canonizado no dia 26 de Abril de 2009.

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   Eduardo Santos Carneiro

Estátua na Batalha
Estátua na Batalha

Vila Nova de Famalicão – Portugal

07/04/2009 por Eduardo Santos Carneiro

famalicaoRelativamente à sua localização, Vila Nova de Famalicão encontra-se na província do Minho, no distrito e arquidiocese de Braga, é sede de concelho e de comarca, encontra-se em terreno plano a 88 metros de altitude num importante nó rodoviário que a liga ao Porto, a Braga, a Barcelos, a Guimarães, à Povoa de Varzim e a Santo Tirso.(1) Tanto a nível rodoviário como a nível ferroviário Vila Nova de Famalicão é uma povoação com uma excelente situação topográfica(2), o que a torna importante pois é um ponto de passagem obrigatória tanto hoje como no início do século XX já o era. Quanto à historia de Vila Nova de Famalicão, pode-se dizer que D. Sancho I no dia 1 de Julho de 1205 deu foral aos que haviam de povoar o seu reguengo de Vila Nova(3).Mas alguns autores referem que a povoação hoje denominada Vila Nova de Famalicão já era, nos alvores da nacionalidade portuguesa, sede administrativa e judicial da terra de Vermoim, de quem alias foi até ser concelho, cabeça de julgado, herdando-lhe o território (4). Uma certa tradição pretende, sem fundamento, encontrar a origem do nome da terra Famalicense num imaginário personagem histórico chamado “”Famelião”, que ao fixar-se aqui, no tempo dos condes de Barcelos, terá aberto uma taberna conhecida por: “Venda Nova de Famelião…”(5).Ter-se-á que esperar pelo censo de 1527 para aparecer pela primeira vez a referência a “Vila Nova de Famyliquam”, embora em 1307 já se fale nas chancelarias de D. Dinis em “Fhamelicam”(5).Mas é sobre o reinado de D. Maria II, que a povoação se elevou á categoria de Vila, o que se lê na carta de 10 de Julho de 1841. A partir de meados do século XIX, depois da refundação do concelho e com a abertura da estrada Porto – Braga em 1875, Famalicão entra numa fase de grande desenvolvimento. Constroem-se edifícios públicos, como o Hospital da Misericórdia (1878), e os Paços do Concelho em 1881 e erguem-se “edifícios particulares luxuosos”(*) com capitais vindos do Brasil, de que é exemplo o “Palacete do Barão da Trovisqueira” .* É nessa época que começam a instalar-se na vila e no concelho, fábricas e oficinas, são os casos da fábrica de relógios “A Boa Reguladora” em 1895, da Tipografia Minerva em 1886 e das fábricas têxteis em Riba de Ave, freguesia pertencente ao concelho de Vila Nova de Famalicão. Das fábricas de Riba de Ave posso referir a primeira a ser instalada que foi em 1890 pelo Barão da Trovisqueira, em 1896 a Sampaio Ferreira fundada por Narciso Ferreira, que se tornou no maior industrial português no ramo da indústria têxtil. Liderando um dos pólos de desenvolvimento do Vale do Ave, com uma área de 209 k m2 e cerca de 129 000 habitantes, o concelho de Vila Nova de Famalicão possui um tecido industrial, que aposta na reconversão tecnológica, apoiada por instituições de investigação científica, pela permanente capacidade inovadora da classe empresarial, Vila Nova de Famalicão apresenta uma intensa actividade nos sectores como o têxtil e o vestuário, as carnes e a alimentação, a electrónica e a metalomecânica, a construção civil e os serviços são exemplos significativos do dinamismo empresarial do concelho e que marcam a evolução económica da região. *

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(1) Guia Turístico de Portugal de A a Z - Lisboa, Circulo de Leitores – 1990.

(2) SILVA, José Casimiro da – Vila Nova de Famalicão e seu Termo, Vila Nova de Famalicão – 1968.

(3) VIEIRA, J. A. – O Minho Pitoresco – Lisboa, Ed. Lisboa – 1887.

(4) Vila Nova de Famalicão, Roteiro Turístico, Câmara Municipal.

(5) VIEIRA, J. A. – O Minho Pitoresco – Lisboa, Ed. Lisboa – 1887.

*Alguns dados retirados do “Atlas de Investimento do Vale do Ave”

** CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos (1997) -”Actividades Sócio-Culturais, Comerciais e Personalidades de V. N. Famalicão no início do século XX”, Boletim Cultural nº 14, V. N. Famalicão, 1997.

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Santiago de Antas – Vila Nova de Famalicão

01/03/2009 por Eduardo Santos Carneiro

Arte Românica – Vila Nova de Famalicão

 

A Igreja de Santiago de Antas começou por ser a igreja de um mosteiro. Sabe-se que pertenceu ao antigo Mosteiro da Ordem do Templo e há documentos comprovativos de que em 1549 era propriedade dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Entretanto o mosteiro desapareceu, tendo apenas resistido a igreja que é, presentemente, igreja paroquial.
Esta igreja foi classificada como imóvel de interesse público no ano de 1958.
Na opinião de vários especialistas em história da Arte, a Igreja de Santiago de Antas é um monumento construído “entre o segundo e o terceiro quartel do século XIII com tipologia arquitectónica românica de transição para o gótico (Assis, 2005). Relativamente à data de edificação desta igreja, Carlos Alberto Ferreira de Almeida refere: “Temos (…) nesta igreja três oficinas diferentes, a primeira das quais poderá datar-se dos derradeiros anos do século XII e a última da segunda parte de Duzentos” (Almeida, 1986,p75).
A igreja de Santiago de Antas sofreu ainda modificações “Mais tarde, no Século das luzes, além das influências da Contra-Reforma, com vestígios maneiristas e barrocos, foram abertas frestas para dar luminosidade à Igreja, por forma a serem contempladas as diversas obras de arte colocadas no interior do templo.
Já no século XIX, entre outras intervenções, destaque para a construção de uma torre sineira, de estilo ogival ou gótica e para as talhas neoclássicas” (Assis et Pereira, 2005).

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Pesquisa de:
Ana Paula Quinta Castro Faria Carneiro

Eduardo Santos Carneiro

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Esmeriz – Famalicão

01/03/2009 por Eduardo Santos Carneiro

Aspectos Históricos e geográficos:       Esmeriz-Famalicão    

Topónimos caracteristicos da linguagem popular, tais como “antela” ou “mamoa”, foram identificados na freguesia de Esmeriz, concelho de Vila Nova de Famalicão.
O topónimo mamoa, é mencionado no tombo da freguesia de S. Pedro de Esmeriz, no ano de 1552, o que leva a crer que existiu ou ainda existe um dólmen no perimetro da freguesia…
Actualmente, devido à grande urbanização de Esmeriz é difícil encontrar o referido monumento, ou algum vestigio a ele associado.*
*Eduardo Santos Carneiro

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Hello world!

01/03/2009 por Eduardo Santos Carneiro

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